Balanço dos estrangeiros: quem se firmou e quem ainda busca espaço no Remo

A temporada de 2026 marcou uma mudança importante na estratégia do Clube do Remo no mercado da bola. Apostando em reforços sul-americanos para fortalecer o elenco na disputa da Série A, a diretoria azulina trouxe quatro jogadores estrangeiros: Braian Cufré, Leonel Picco, Franco Catarozzi e Rafael Monti. Com o primeiro turno encerrado, surge a pergunta: os investimentos corresponderam às expectativas?

Picco – Samara Miranda, ascom Remo

Os quatro atletas chegaram com diferentes históricos e responsabilidades, mas todos receberam a missão de ajudar o Leão a se consolidar na elite do futebol brasileiro.

Picco se tornou peça importante no meio-campo

Entre os estrangeiros contratados, Leonel Picco é quem mais conseguiu se firmar na equipe. O volante argentino rapidamente conquistou espaço entre os titulares e passou a ser uma das opções mais utilizadas por Léo Condé.

Com boa capacidade de marcação e presença física, Picco se adaptou ao futebol brasileiro e participou de boa parte da campanha azulina na Série A. Sua regularidade o colocou entre os jogadores mais acionados pelo treinador ao longo do campeonato.

Cufré ganhou espaço e mostrou versatilidade

Outro nome que conseguiu sequência foi o lateral-esquerdo Braian Cufré. O argentino alternou momentos de maior e menor protagonismo, mas mostrou utilidade ao elenco pela experiência acumulada e pela capacidade de atuar em diferentes contextos de jogo.

Embora não tenha sido unanimidade entre os torcedores, o defensor conseguiu entregar competitividade em um setor que exigiu ajustes durante a temporada.

Catarozzi ainda busca afirmação

O uruguaio Franco Catarozzi chegou cercado de expectativa, principalmente pelo perfil de intensidade e juventude. No entanto, sua trajetória no primeiro turno foi marcada por oscilações e pela dificuldade de conquistar uma sequência maior entre os titulares.

Apesar disso, o jogador segue sendo visto como uma aposta de médio prazo e pode ganhar mais oportunidades durante o returno, especialmente após a intertemporada.

Monti teve menos espaço na equipe

Dos quatro estrangeiros contratados, Rafael Monti foi quem encontrou mais dificuldades para se firmar. O atacante ainda busca maior protagonismo e não conseguiu assumir uma posição de destaque dentro do elenco durante o primeiro turno.

Com a abertura da janela de transferências se aproximando e a possibilidade de mudanças no grupo, a sequência da temporada pode ser decisiva para seu futuro no Baenão.

Balanço é positivo, mas ainda há espaço para evolução

De forma geral, a aposta do Remo no mercado sul-americano trouxe resultados mistos. Enquanto Picco e Cufré conseguiram contribuir de maneira mais consistente, Catarozzi e Monti ainda buscam consolidar seu espaço na equipe.

A diretoria já deixou claro que seguirá monitorando oportunidades no futebol sul-americano para a próxima janela. O entendimento interno é que esse mercado oferece atletas competitivos, com custo mais acessível e potencial de valorização.

Com metade da temporada pela frente, os estrangeiros ainda terão tempo para aumentar sua importância dentro do elenco e ajudar o Remo na missão de garantir a permanência na Série A do Campeonato Brasileiro.