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Léo Condé faz mudança a ‘pedido’ da torcida e surpreende com declaração

Após a vitória no Mangueirão, Léo Condé abriu o jogo sobre a escolha que…

Por Rafaela Brasileiro · 4 min de leitura
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Léo Condé, treinador do Remo
Foto: Samara Miranda / Ascom Remo
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A vitória por 2 a 0 sobre o Vitória-BA, no Mangueirão, trouxe alívio ao Remo na luta contra o rebaixamento no Brasileirão. Além dos três pontos, o desempenho da equipe também foi motivo de satisfação para o técnico Léo Condé, que afirmou ter visto o time recuperar as características apresentadas antes da pausa da competição para a Copa do Mundo.

Após a partida, o treinador destacou que o Leão voltou a apresentar intensidade, competitividade e organização tática, fatores que, segundo ele, marcaram os melhores momentos da equipe na temporada. Condé também explicou a opção por escalar Leonel Picco entre os titulares, mudança que vinha sendo bastante pedida pela torcida azulina nas últimas semanas.

Leonel Picco, volante do Remo, ganhou espaço com Léo Condé. Foto: Samara Miranda / Ascom Remo

Léo Condé vê Remo retomando o padrão de jogo

Na avaliação do treinador, o desempenho diante do Leão foi consistente durante boa parte dos 90 minutos. Condé lembrou a sequência positiva construída antes da interrupção do calendário e afirmou que o time conseguiu repetir o comportamento que havia apresentado contra adversários de peso.

“Conseguimos fazer um jogo consistente dentro de um padrão que vínhamos apresentado antes da parada da Copa do Mundo, quando vencemos o São Paulo, empatamos com o Palmeiras, ganhamos do Botafogo fora de casa e eliminamos o Bahia na Copa do Brasil. Contra o Corinthians fomos muito abaixo e hoje resgatamos a nossa característica, nossa identidade, de um time aguerrido.”

Ajustes durante o jogo fizeram diferença

Durante a entrevista coletiva, Condé também explicou os ajustes realizados ao longo do confronto. O treinador observou que o Vitória conseguiu dificultar as ações ofensivas do Remo pelo lado direito, o que exigiu mudanças de posicionamento ainda durante a partida.

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“Pressionamos bastante a saída de bola, criamos situações de gols, depois nos precipitamos um pouco em algumas tomadas de decisões na entrada da área, mas aos poucos fomos criando situações. Naturalmente o adversário é qualificado, eles bloquearam nosso lado direito e tivemos dificuldades, tanto pra jogar quanto pra marcar.”

Para solucionar esse problema, o treinador aproximou Zé Ricardo de Alef Manga, buscando fortalecer o setor e oferecer novas alternativas ofensivas. A alteração, segundo Condé, teve influência direta no crescimento da equipe na etapa final.

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“Conseguimos ajustar o lado direito, trouxe o Zé Ricardo para ficar mais próximo do Manga e assim fizemos o segundo gol, como tivemos chances de marcar o terceiro com Patrick, o próprio Jajá e o Vitor Bueno. O Vitória também teve, de cruzamentos na área, mas foi uma partida da nossa equipe muito consistente e conseguimos retomar o nosso padrão de jogo antes da parada para a Copa.”

Esquema tático segue consolidado

Outro tema abordado pelo treinador foi a manutenção do esquema tático utilizado pela equipe. Condé afirmou que o sistema 4-2-3-1 vem sendo desenvolvido diariamente desde a pausa do calendário e que a comissão técnica aproveitou o período sem partidas para aperfeiçoar a formação.

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Segundo ele, o modelo tem apresentado resultados positivos e continuará sendo uma das principais plataformas de jogo da equipe nas próximas rodadas.

“A nossa estrutura de 4-2-3-1 é uma plataforma que estamos utilizando e vem dando resultado. Aproveitamos bastante a pausa da Copa para insistir com ela, no dia a dia vamos testando e observando.”

Condé explica oportunidade para Picco

Léo Condé também comentou a entrada de Picco entre os titulares. A escolha chamou atenção por atender a um pedido frequente da torcida remista, mas o treinador garantiu que a decisão foi baseada exclusivamente no rendimento observado durante os treinamentos realizados na pausa da competição.

O comandante afirmou que a mudança fazia parte do planejamento da comissão técnica e destacou o comprometimento do atleta, elogiando sua postura mesmo quando vinha recebendo menos oportunidades.

“Sentimos a necessidade de hoje de modificarmos a equipe, até mesmo pelas situações que treinamos durante esse período sem jogos. O Picco é um bom jogador, sempre pontuo isso, não tenho nada contra, muito pelo contrário, é uma pessoa respeitosa e em algum momento ele teria essa oportunidade como teve hoje, não só ele como outros atletas que vêm atuando menos ou entrando no decorrer do jogo.”

Picco e Alef Manga, do Remo
Foto: Cristino Martins / O Liberal
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