A campanha do Remo no primeiro turno da Série A foi marcada por oscilações, mudanças de comando técnico e uma reação importante nas últimas rodadas. Mesmo encerrando a primeira metade da competição na zona de rebaixamento, o Leão chega à pausa para a Copa do Mundo com sinais claros de evolução em diferentes aspectos do jogo. Mas afinal, qual setor apresentou o maior crescimento ao longo da competição?

A resposta passa principalmente pela organização defensiva, embora o meio-campo também tenha demonstrado avanços importantes sob o comando de Léo Condé.
Defesa se tornou o principal ponto de evolução
Se no início da Série A o Remo sofria com desorganização, dificuldades de marcação e excesso de espaços para os adversários, o cenário mudou consideravelmente nas últimas rodadas.
A dupla formada por Marllon e seus companheiros de defesa ganhou mais estabilidade, enquanto o sistema coletivo passou a proteger melhor a última linha. A equipe passou a sofrer menos chances claras de gol e conseguiu competir melhor contra adversários de maior investimento.

O crescimento defensivo também passa pela regularidade de Marllon, que disputou todos os minutos do Brasileirão até aqui, e pela segurança transmitida por Marcelo Rangel antes da lesão que o afastou das últimas partidas.
Meio-campo encontrou mais equilíbrio
Outro setor que apresentou evolução foi o meio-campo. A chegada de Léo Condé trouxe ajustes importantes na compactação da equipe e na pressão sem bola.
Jogadores como Patrick, Leonel Picco, Zé Ricardo e Zé Welison passaram a desempenhar funções mais definidas dentro do sistema, contribuindo tanto na recuperação da posse quanto na construção das jogadas.

A melhora ficou evidente principalmente nos jogos contra Botafogo, Chapecoense e São Paulo, quando o Remo conseguiu controlar melhor os espaços e reduzir a quantidade de oportunidades concedidas aos adversários.
Ataque ainda busca maior regularidade
Apesar das vitórias recentes, o setor ofensivo continua sendo o que apresenta maior margem para crescimento. Alef Manga segue como principal referência do time, enquanto atletas como Marcelinho, Pikachu e Gabriel Taliari alternaram momentos positivos ao longo da competição. No entanto, o Remo ainda enfrenta dificuldades para transformar volume de jogo em gols com frequência.
O próprio Léo Condé já destacou em algumas entrevistas que a equipe vem criando oportunidades, mas ainda precisa melhorar a eficiência nas finalizações.
Evolução anima para o returno
A vitória sobre o São Paulo antes da paralisação reforçou a sensação de crescimento da equipe. O Remo conquistou três vitórias nos últimos cinco jogos e aumentou suas projeções de permanência na Série A.
Com a intertemporada, a comissão técnica terá quase um mês para corrigir falhas e potencializar os pontos positivos apresentados no fim do primeiro turno.
Se a defesa aparece hoje como o setor que mais evoluiu, o desafio para o returno será transformar essa solidez em mais resultados positivos, especialmente através de um ataque mais eficiente. O equilíbrio entre os setores pode ser o fator decisivo para que o Leão deixe a zona de rebaixamento e confirme sua permanência na elite do futebol brasileiro.
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