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Remo: Entenda por que o Baenão vale menos em naming rights

O Remo oficializou recentemente a renovação do contrato de naming rights do estádio Evandro…

Por Debora Cordeiro · 3 min de leitura
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Clube do Remo se prepara para retorno ao Baenão em 2025 com vistorias e ajustes | Divulgação
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O Remo oficializou recentemente a renovação do contrato de naming rights do estádio Evandro Almeida, mantendo o nome Arena Banpará Baenão por mais 12 meses. O acordo, avaliado em R$ 1,5 milhão, gerou comparações com contratos de outros clubes da Série B, mas a diferença de valores está diretamente ligada ao modelo de exploração comercial adotado em cada estádio.

Embora o montante seja inferior ao de algumas equipes da divisão, o contexto mostra que as negociações possuem características bastante diferentes e atendem a realidades distintas.

Treinos no Estádio do Baenão - Crédito: Redes sociais do Remo
Treinos no Estádio do Baenão – Crédito: Redes sociais do Remo

Baenão tem modelo diferente de outras arenas

O contrato firmado entre o Banpará e a Associação Projetos O Retorno do Rei ao Baenão prevê, além da manutenção do nome do estádio, uma série de ações de marketing e relacionamento. Entre elas estão a exposição da marca em conteúdos oficiais do clube, ativações com torcedores, presença na lista de relacionados para os jogos, programas da RemoTV e outras iniciativas institucionais.

Por outro lado, o acordo não prevê investimentos obrigatórios em obras, modernização da arena ou exploração comercial permanente do estádio.

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Outro fator importante é que o Baenão não recebe todos os jogos do Remo ao longo da temporada. Em partidas de maior apelo, o clube utiliza o Mangueirão, reduzindo a frequência de uso comercial do estádio e, consequentemente, seu potencial para contratos de naming rights de maior valor.

Outros clubes negociam estruturas diferentes

Em outros casos da Série B, os contratos envolvem uma exploração mais ampla das arenas. O Náutico, por exemplo, firmou um acordo que inclui investimentos em infraestrutura e metas esportivas. Já o Goiás negocia um contrato de longa duração com remuneração variável conforme a divisão disputada.

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Athletic e Botafogo-SP também possuem acordos de vários anos ligados a arenas que concentram seus jogos, contam com espaços multiuso e oferecem maior potencial para eventos, camarotes e ações comerciais.

No caso do Remo, a estratégia adotada é diferente. A renovação garante uma receita importante para o clube, fortalece a parceria com o Banpará e mantém a valorização institucional do Baenão, mesmo sem explorar todas as possibilidades comerciais observadas em outras praças do futebol brasileiro.

Assim, mais do que comparar apenas os valores, é preciso considerar fatores como tempo de contrato, utilização da arena, estrutura disponível e modelo de negócio. São esses elementos que determinam o preço de um naming right no mercado.

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