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Método adotado pelo Remo ganha destaque durante a temporada

Remo aposta em uma estratégia que acontece longe dos holofotes para enfrentar a maratona…

Por Rafaela Brasileiro · 4 min de leitura
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Remo, Série A
Foto: Raul Martins / Remo
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A preparação do Remo para a disputa da Série A do Brasileirão vai além dos treinamentos com bola. Em meio ao calendário apertado da competição, o clube tem intensificado o trabalho de recuperação física dos atletas, tratando o chamado recovery como parte essencial da rotina do elenco.

Responsável pelo setor de fisiologia do Leão Azul, Erick Cavalcante explicou como funciona o protocolo adotado pelo departamento de futebol e destacou que a recuperação muscular passou a integrar oficialmente o planejamento semanal da equipe. A medida busca reduzir o desgaste provocado pela sequência de partidas, longos deslocamentos e alta intensidade exigida pela elite do futebol brasileiro.

Como funciona o protocolo de recovery do Remo?

Um dos principais recursos utilizados pelo clube são as banheiras de contraste, que alternam imersões em água quente e gelada após treinamentos e jogos.

Segundo Erick Cavalcante, o procedimento favorece a recuperação muscular e contribui para reduzir edemas, permitindo que o organismo responda melhor às exigências físicas da temporada.

“Essas banheiras são usadas para aquilo que nós chamamos de recovery. A gente faz o contraste. Temos duas banheiras de calor e seis banheiras para gelo. Isso ajuda na adequação da base muscular. Essa adequação vem de vários fatores, mas principalmente na diminuição dos edemas e facilita o retorno à atividade física novamente.”

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O método integra uma série de ações voltadas para acelerar a regeneração do atleta entre uma atividade e outra, diminuindo os impactos do desgaste acumulado ao longo da competição.

Sala de recovery usada pelo elenco do Remo, no estádio do Baenão. Foto: Nicksson Melo/ge

Por que a recuperação física virou prioridade no Remo?

O calendário da Série A, aliado às viagens frequentes e ao curto intervalo entre as partidas, fez com que o clube ampliasse os cuidados com a condição física do elenco.

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De acordo com o fisiologista, o recovery deixou de ser apenas um complemento e passou a fazer parte da carga semanal de treinamento. Dessa forma, os atletas também são orientados a manter os procedimentos fora do ambiente do clube.

“O recovery faz parte do treino. Já colocamos na nossa escala de PTS, que é o nosso controle de carga semanal, como parte do treino. O atleta tem esse material em casa, faz o seu recovery e sabe que precisa cuidar do corpo.”

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A estratégia busca manter os jogadores em melhores condições ao longo da temporada, reduzindo o risco de desgaste excessivo e favorecendo a recuperação entre os compromissos.

Sala de recovery utilizada pelo grupo do Remo. Foto: Nicksson Melo/ge

O trabalho continua durante as viagens?

Sim. O protocolo não fica restrito às atividades realizadas no Baenão. Segundo Erick Cavalcante, um profissional do setor de fisiologia acompanha a delegação nos deslocamentos justamente para garantir que os procedimentos de recuperação sejam mantidos mesmo longe de Belém.

O objetivo é minimizar os efeitos das longas viagens, que fazem parte da rotina das equipes que disputam a Série A.

“Vamos pensar em Série A, nas longas viagens que nós temos e em toda a logística, isso não é feito só aqui, também é feito nas viagens. Vai um fisiologista do nosso setor responsável por isso e por outras atividades. Hoje o atleta vive o pré, o intra e o pós-treino.”

Essa continuidade permite que os jogadores mantenham o mesmo padrão de preparação independentemente do local da partida.

Como o recovery pode ajudar o Remo na sequência da temporada?

Com uma agenda que intercala Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, o Leão enfrenta um dos períodos mais exigentes de 2026. A comissão técnica entende que preservar a condição física do grupo será determinante para manter o desempenho ao longo das próximas semanas.

Nesse cenário, o investimento em protocolos de recuperação se tornou uma ferramenta estratégica para reduzir o impacto da maratona de jogos. Ao tratar o recovery como parte integrante do treinamento, o clube busca oferecer melhores condições para que o elenco suporte a intensidade da Série A e permaneça competitivo durante toda a temporada.

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