Remo: Grego conta o que mais o chocou em Belém; entenda
A passagem do meia grego Panagiotis Tachtsidis pelo Clube do Remo foi marcada pelo…

A passagem do meia grego Panagiotis Tachtsidis pelo Clube do Remo foi marcada pelo acesso à Série A, mas também por experiências que ele garante jamais esquecerá. Em entrevista ao podcast N1 Casino, o jogador de 35 anos relembrou os meses em que viveu em Belém, falou sobre o choque cultural ao chegar ao Brasil e revelou ter presenciado um assalto à mão armada que o deixou em estado de choque.
Contratado pelo Remo no segundo semestre de 2025, Tachtsidis participou da campanha que levou o Leão de volta à elite do futebol brasileiro. Após rescindir seu contrato em 2026, o experiente meio-campista abriu o jogo sobre os bastidores da passagem pelo clube azulino.

Do quase fim da carreira ao desafio no Remo
Segundo o grego, a transferência para o Brasil aconteceu quando ele já pensava em encerrar a carreira. A mudança de planos ocorreu após uma ligação do ex-jogador brasileiro Gustavo Manduca.
“Eu estava realmente pronto para me aposentar. No dia 30 de agosto, o Manduca me ligou. Ele me disse: ‘Você vai para o Brasil’. Minha reação inicial foi de surpresa: ‘Brasil? O que você está dizendo?’. Ele explicou que era um projeto de três meses em um clube tradicional que brigava pelo acesso. Aceitei na hora, sem pensar duas vezes.”
Tachtsidis afirmou que o aspecto financeiro não foi determinante na decisão. O que o motivou foi a oportunidade de viver uma experiência diferente na reta final da carreira.
Choque cultural e paixão da torcida azulina
Ao chegar a Belém, o ex-remista contou que enfrentou um forte impacto ao conhecer uma realidade muito diferente da que estava acostumado na Europa.
“Quando cheguei lá, confesso que foi um baque. Foi um choque cultural ver a pobreza e as pessoas dormindo descalças na rua. Me perguntei: ‘O que é que eu vou ver agora?’.”
Apesar da surpresa inicial, o meia revelou que rapidamente mudou sua impressão ao conhecer a torcida do Remo.
“Graças a Deus, logo depois eu pude presenciar o tamanho do amor que eles têm pelo futebol. É algo absurdo, eles amam demais. Fiquei chocado de uma forma positiva. Isso me fez sentir a chama da paixão pelo esporte novamente.”
Ele também destacou o ambiente vivido nos estádios.
“Eles têm o Baenão, que é um caldeirão para cerca de 20 mil pessoas, e também o Mangueirão, que recebe mais de 60 mil. É de arrepiar.”
“Parecia uma cena de filme”
O momento mais marcante da entrevista foi o relato de um assalto que o ex-jogador afirma ter presenciado em Belém.
Segundo Tachtsidis, tudo aconteceu por volta do meio-dia, quando saía para almoçar.
“Tenho duas cenas muito fortes marcadas na minha cabeça. Um dia, por volta do meio-dia, eu estava saindo para almoçar em um restaurante quando vi dois homens armados realizando um assalto. Havia cerca de 200 pessoas correndo desesperadas em direção aos seus carros. Parecia uma cena de filme de ação.”
O grego disse que a situação o deixou completamente assustado.
“Eu e meu amigo voltamos correndo para casa, completamente apavorados.”
Saída após mudanças no clube
Depois de participar da campanha do acesso à Série A, Tachtsidis permaneceu no Remo para a temporada de 2026. No entanto, ele afirmou que as mudanças internas no departamento de futebol e o desgaste físico contribuíram para sua decisão de deixar o clube.
“O time subiu e acabei ficando mais um ano, mas não lutei muito por espaço porque estava exausto. O clube passou por muitas mudanças. Trocaram diretores, treinadores e contrataram cerca de 25 jogadores. Fiquei de fora dos planos por um período e percebi que não valia a pena continuar parado. Decidi agradecer a todos e ir embora de forma amigável.”
Após rescindir com o Leão, o meio-campista voltou a pensar em aproveitar um período longe dos gramados. Porém, poucos dias depois recebeu uma proposta do Karmiotissa, do Chipre, onde deu sequência à carreira.
Mesmo com o fim da passagem pelo Baenão, Tachtsidis deixa como legado a participação na campanha que recolocou o Remo na Série A e uma série de histórias que, segundo ele, jamais serão esquecidas.
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