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Léo Condé perde a paciência e chama calendário do Remo de “absurdo”

O técnico Léo Condé criticou duramente o calendário enfrentado pelo Remo após o empate…

Por Marcos Eduardo · 3 min de leitura
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Léo Condé, treinador do Remo
Léo Condé, treinador do Remo - Crédito: Samara Miranda/Remo
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O técnico Léo Condé criticou duramente o calendário enfrentado pelo Remo após o empate por 2 a 2 com o Atlético-MG, no Mangueirão, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador apontou o desgaste provocado pela sequência de seis partidas em 16 dias, somada às viagens realizadas pelo elenco durante o período.

Para Condé, a programação imposta ao Leão dificultou a recuperação física dos jogadores e também reduziu o tempo disponível para treinamentos entre os compromissos.

Léo Condé, treinador do Remo. Wagner Santana / O Liberal
Léo Condé levou o Remo às oitavas da Copa do Brasil. (Wagner Santana / O Liberal)

Por que Léo Condé criticou o calendário do Remo?

O treinador foi direto ao analisar a sequência enfrentada pelo elenco azulino: “A tabela que foi colocada para a gente foi um absurdo.”

Segundo Condé, o problema não ficou restrito ao número de partidas. Os deslocamentos também aumentaram a carga sobre o grupo, que precisou conciliar compromissos pelo Brasileirão e pela Copa do Brasil.

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“A gente fez seis jogos em um intervalo de dezesseis dias, com viagens para São Paulo para jogar contra o Corinthians, voltar, depois viajar para jogar com o Mirassol, depois viajar para Santos, para jogar a Copa do Brasil e retornar.”

Durante esse período, o Remo enfrentou Corinthians, Vitória, Mirassol e Atlético-MG pelo Campeonato Brasileiro, além dos dois confrontos contra o Santos pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

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Condé cita diferença de orçamento entre Remo e Atlético-MG

O desgaste também obrigou a comissão técnica a administrar a utilização de alguns atletas. Condé explicou que tentou promover mudanças, mas apontou a diferença de poder financeiro entre o Remo e adversários com elencos mais robustos.

“Então, a gente tentou rodar algumas peças, mas tem uma discrepância muito grande de orçamento. O Atlético hoje conseguiu rodar cinco peças.”

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Na visão do treinador, ter mais alternativas de nível semelhante permite administrar melhor períodos com partidas em intervalos curtos. Para o Remo, a dificuldade aumenta quando lesões e suspensões reduzem as opções disponíveis.

Quando o Remo volta a jogar?

O empate com o Atlético-MG levou o Remo aos 22 pontos. O Leão deixou a vice-lanterna, mas permanece dentro da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Depois da maratona destacada por Condé, o clube agora concentra suas atenções exclusivamente na Série A após a eliminação na Copa do Brasil.

O próximo compromisso será contra o Internacional, no Beira-Rio, em Porto Alegre, pela 23ª rodada. Até lá, a comissão técnica terá como uma das prioridades recuperar fisicamente o elenco para a sequência da luta contra o rebaixamento.

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Condé, Raul Martins / Remo
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