Nova regra da CBF acende alerta para o Remo; veja detalhes
O Remo utilizou apenas dois jogadores Sub-23 na Série A de 2026, número que…

O Remo utilizou apenas dois jogadores Sub-23 na Série A de 2026, número que ganha relevância diante das mudanças planejadas pela CBF para as próximas temporadas. Kayky Almeida, de 21 anos, e Tico, de 20, foram os únicos atletas dessa faixa etária utilizados pelo Leão no Brasileirão até o momento.
Entre eles, somente Tico segue representando as categorias de base azulinas. Kayky Almeida já deixou o clube. Os dados foram levantados pelo jornalista Magno Fernandes e mostram um cenário que poderá exigir maior atenção à transição dos jovens para o futebol profissional.

Por que o Remo utilizou poucos jogadores Sub-23?
O número reduzido acontece justamente na temporada de retorno do Remo à Série A. Diante de adversários com maior investimento e elencos experientes, o clube montou um grupo com jogadores mais rodados para encarar o desafio da elite.
Por isso, o aproveitamento de apenas dois atletas Sub-23 não significa, isoladamente, que o Remo tenha abandonado a formação de jogadores. A questão ganha importância, porém, porque a CBF pretende estimular progressivamente a presença dos mais jovens.
A entidade aponta que a participação dos Sub-23 nos minutos disputados na Série A caiu de 28,3% em 2020 para apenas 11,5% em 2026. Além disso, a média de idade do Brasileirão chegou a 28,5 anos.
O que muda para o Remo com a nova regra?
A CBF pretende ampliar gradualmente o espaço destinado aos jogadores Sub-23 na chamada Lista B. A previsão apresentada é de 20 vagas em 2027, com crescimento progressivo nos anos seguintes.
Ao mesmo tempo, a quantidade de vagas gerais será reduzida. Em 2027, por exemplo, serão 30 vagas gerais e 20 destinadas aos Sub-23. A mudança continuará nos anos seguintes até chegar, em 2030, a 25 vagas em cada grupo.
Para o Remo, a regulamentação pode tornar ainda mais importante o trabalho realizado nas categorias de base. Recentemente, o clube profissionalizou quatro atletas do Sub-17 com contratos até 2029, movimento que protege jovens considerados promissores.
O desafio será transformar formação em utilização efetiva. Com apenas Tico, entre os jogadores aproveitados na Série A, ainda representando a base azulina, a nova configuração da CBF coloca a transição para o profissional como um ponto cada vez mais relevante no planejamento do Leão.
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