Time do Remo na Série A — Foto: Samara Miranda/Remo

Remo projeta arrecadação milionária com vendas de atletas em 2026

Além da luta pela permanência na Série A do Campeonato Brasileiro, o Clube do Remo também acompanha de perto a valorização de seus ativos no mercado da bola. O retorno à elite nacional aumentou a exposição dos atletas azulinos e abriu a possibilidade de importantes receitas com negociações de jogadores ainda nesta temporada.

Remo
Botafogo deve exercer opção de compra de Kadu –
Foto: Vítor Silva/Botafogo

A venda mais próxima de ser concretizada envolve um atleta formado nas categorias de base, mas outros nomes do elenco também passaram a despertar interesse de clubes brasileiros e estrangeiros.

Kadu pode render quase R$ 5 milhões

A principal negociação em andamento envolve o lateral-direito Kadu. Emprestado ao Botafogo desde o ano passado, o jogador de 20 anos conquistou espaço no clube carioca e passou a integrar o elenco profissional.

As conversas entre Remo e Botafogo avançaram para a venda de 60% dos direitos econômicos do atleta por cerca de 950 mil dólares, valor equivalente a aproximadamente R$ 4,8 milhões.

Embora a operação tenha enfrentado um impasse após os recentes transfer bans sofridos pelo Botafogo, a expectativa nos bastidores segue sendo de conclusão do negócio nas próximas semanas.

Caso a venda seja confirmada, o Remo garantirá uma das maiores receitas com transferência de sua história recente.

Marcelinho atrai interesse do exterior

Outro nome que vem movimentando o mercado é Marcelinho. Um dos destaques do Leão na Série A, o lateral-direito recebeu sondagens de clubes da Turquia e também desperta interesse de outras equipes do exterior.

Além disso, clubes brasileiros monitoram a situação do atleta visando a assinatura de um pré-contrato para 2027.

Embora ainda não exista proposta oficial na mesa da diretoria, uma eventual negociação poderia representar uma entrada financeira significativa para o clube, especialmente por conta da multa rescisória prevista em contrato.

Atletas valorizados ganham mercado

A Série A também ajudou a valorizar outros jogadores do elenco azulino.

Marllon, capitão da equipe e um dos únicos atletas de linha a disputar todos os minutos do Brasileirão até aqui, ganhou projeção nacional com sua regularidade.

O camaronês Duplexe Tchamba, que assumiu a titularidade logo após chegar ao Baenão, também passou a chamar atenção pelo desempenho consistente na defesa.

Outro nome que desperta interesse é Leonel Picco. Contratado junto ao Platense em uma negociação histórica para o clube, o volante argentino se consolidou como peça importante no meio-campo e pode atrair consultas do mercado no futuro.

Base segue como patrimônio estratégico

Além dos jogadores do elenco principal, o Remo vê suas categorias de base como uma fonte importante de receitas futuras.

O caso de Kadu reforça a estratégia do clube de investir na formação de atletas e negociar jovens talentos para fortalecer o caixa sem comprometer o desempenho esportivo.

A valorização de jogadores revelados pelo clube pode se tornar uma das principais fontes de arrecadação nos próximos anos.

Janela pode movimentar milhões

Somando a possível venda de Kadu e o interesse crescente em jogadores como Marcelinho, Marllon, Tchamba e Picco, o Remo pode movimentar cifras milionárias no mercado ainda em 2026.

Mais do que gerar receita imediata, essas negociações representam a consolidação de um novo cenário para o clube. A presença na Série A aumentou a visibilidade dos atletas, fortaleceu a marca Remo e ampliou as possibilidades de retorno financeiro por meio do mercado de transferências.

Para a diretoria azulina, transformar desempenho esportivo em ativos valorizados pode ser tão importante quanto os resultados conquistados dentro de campo.