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Remo recebe advertência da agência do fair play financeiro e anuncia recurso; entenda o caso

O Remo foi alvo de uma advertência pública aplicada pela Agência Nacional de Regulação…

Por Debora Cordeiro · 4 min de leitura
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Remo, Tonhão
Remo, Tonhão - Foto: Reprodução CR
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O Remo foi alvo de uma advertência pública aplicada pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), órgão responsável por fiscalizar o cumprimento das regras do fair play financeiro no futebol brasileiro.

A decisão foi motivada pelo descumprimento do requisito de solvência previsto no Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (RSSF), após a identificação de débitos tributários e sociais vencidos na data de corte estabelecida pela entidade.

Apesar da decisão, o clube informou que recorrerá ao Plenário da ANRESF e ressaltou que todas as pendências apontadas já foram parceladas junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e estão sendo pagas regularmente.

remo
Foto: Carmem Helena

Por que o Remo recebeu uma advertência da ANRESF?

Segundo a decisão da Segunda Turma de Julgamento da ANRESF, obtida pelo DOL, o Remo possuía débitos tributários e sociais em aberto na data de 28 de fevereiro de 2026, considerada pelo RSSF como referência para a verificação da situação financeira dos clubes.

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Embora o clube tenha regularizado posteriormente essas pendências por meio de parcelamento junto à PGFN, a agência entendeu que a irregularidade já estava configurada na data de corte e, por isso, o requisito de solvência foi considerado descumprido.

Mesmo assim, a própria decisão reconhece que o Remo regularizou a situação, agiu de boa-fé e passa por um processo de reorganização administrativa após o acesso à Série A. Por isso, a punição aplicada foi apenas uma advertência pública, considerada a medida mais leve prevista pelo regulamento.

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O que o Remo disse sobre a decisão?

O clube confirmou que recorrerá da decisão e defendeu que o contexto precisa ser levado em consideração. Em nota, o Remo explicou que os débitos posteriormente foram incluídos em um parcelamento oficial junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e destacou que o acordo vem sendo cumprido normalmente.

“Estamos recorrendo da decisão. Temos que ver o contexto do que ocorreu, por se tratar de valores que estavam de tributos a pagar e foram pactuados (aceito o parcelamento em data posterior à data corte da ANRESF: 28.02.2026). A decisão tem cunho educativo, não implica em sanção administrativa, financeira e/ou disciplinar.”

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O clube acrescentou ainda que todas as parcelas estão sendo pagas em dia e que a própria ANRESF já foi informada sobre a regularização.

A advertência traz prejuízos ao Remo?

Neste momento, não. A advertência pública tem caráter educativo e não gera punições esportivas, financeiras ou administrativas ao clube. O objetivo da medida é alertar as equipes para a necessidade de manter a regularidade fiscal e trabalhista dentro das datas de verificação previstas pelo RSSF.

No entanto, a ANRESF deixou claro que, em caso de reincidência ou manutenção das irregularidades nas próximas análises, poderão ser aplicadas penalidades mais severas previstas no regulamento.

O Remo foi o único clube enquadrado?

Não. O caso do Remo está longe de ser isolado. Clubes como Corinthians, Atlético-MG, Grêmio, São Paulo e Botafogo também receberam advertências públicas pelo mesmo motivo: a existência de débitos registrados na data de corte definida pelo regulamento.

Isso reforça o entendimento da própria agência de que o primeiro momento do fair play financeiro brasileiro tem caráter pedagógico, buscando incentivar a adaptação dos clubes às novas exigências antes da aplicação de punições mais rigorosas.

O que muda daqui para frente?

O Sistema de Sustentabilidade Financeira entrou em vigor em janeiro de 2026 e ainda atravessa um período de adaptação para os clubes brasileiros. A tendência é que, conforme o sistema amadureça, a ANRESF passe a adotar uma postura mais rigorosa em relação aos casos de reincidência, aplicando de forma progressiva as sanções previstas no regulamento.

No caso do Remo, a diretoria aposta no recurso para reverter a decisão, sustentando que a situação financeira apontada já foi regularizada e que o parcelamento dos débitos está sendo cumprido normalmente. Enquanto isso, o clube segue sem qualquer impacto esportivo decorrente da advertência recebida.

Remo
Divulgação / CR
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