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“A paciência acabou”: torcida do Remo aumenta pressão sobre Léo Condé e direção

A derrota por 2 a 1 para o Fluminense, de virada, no último sábado…

Por Marcos Eduardo · 4 min de leitura
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Organizada do Remo
Organizada do Remo
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A derrota por 2 a 1 para o Fluminense, de virada, no último sábado (22), no Maracanã, provocou uma forte reação fora das quatro linhas. Pouco depois da partida, uma torcida organizada do Remo publicou um comunicado cobrando jogadores, Léo Condé e dirigentes pelo momento vivido na Série A do Campeonato Brasileiro.

O tom utilizado foi duro. A organizada declarou ter chegado ao limite da paciência e citou diretamente nomes importantes do futebol azulino, como o presidente Tonhão e o executivo de futebol Luís Vagner Vivian.

“A PACIÊNCIA ACABOU! Estamos cansados de jogadores sem compromisso, de treinador FROUXO e de dirigentes FRACOS!”, publicou a organizada.

Torcida do Remo
Foto: Raul Martins / Remo

Derrota do Remo aumenta pressão

A manifestação aconteceu depois de mais uma oportunidade desperdiçada pelo Leão para ganhar terreno na luta contra o rebaixamento. No Maracanã, Jajá colocou o Remo em vantagem no primeiro tempo. O resultado chegou a tirar momentaneamente a equipe das últimas posições, mas a situação mudou depois do intervalo.

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Hulk empatou para o Fluminense e Serna completou a virada. Com o 2 a 1, o Remo permaneceu com 23 pontos e na 18ª colocação. O Leão também ampliou para três partidas a sequência sem vencer no Brasileirão. Antes do revés no Rio de Janeiro, havia empatado com Atlético-MG e Internacional.

“Cobramos compromisso, respeito e vontade de vencer”

No comunicado, a organizada afirmou não esperar resultados considerados fora da realidade do clube. A principal cobrança é por uma mudança na postura apresentada por quem trabalha no departamento de futebol: “Não cobramos o impossível. Cobramos COMPROMISSO, RESPEITO E VONTADE DE VENCER.”

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Os jogadores também foram diretamente cobrados. Para a organizada, vestir a camisa azulina exige uma postura compatível com o momento delicado enfrentado pelo clube: “Quem veste essa camisa precisa entender a responsabilidade que carrega, e quem comanda o clube precisa ter competência para tomar decisões e assumir seus erros.”

Léo Condé e dirigentes entram na mira

O protesto aumenta a pressão não apenas sobre o elenco. Léo Condé e a direção do futebol também foram colocados no centro das críticas. A organizada mencionou o presidente Tonhão e o executivo Luís Vagner Vivian ao cobrar decisões capazes de mudar o cenário do Remo na competição.

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A mensagem também reforçou que, na visão dos torcedores, o apoio vindo das arquibancadas vem sendo mantido mesmo diante dos resultados negativos: “A torcida faz a sua parte dentro e fora das arquibancadas. O mínimo que exigimos é respeito e entrega. Nossa cobrança não é contra o Remo. É pelo Remo.”

O comunicado termina aumentando ainda mais o tom: “Quem não estiver preparado para representar essa camisa, que dê lugar a quem esteja. A PACIÊNCIA ACABOU. AGORA É COBRANÇA!”

Remo terá jogo de alta pressão no Mangueirão

O ambiente deixa o próximo compromisso ainda mais importante. O Remo receberá o Coritiba no Mangueirão precisando interromper a sequência sem vitórias e ganhar terreno na disputa contra o descenso.

Com 23 pontos e ainda dentro do Z-4, uma vitória pode representar não somente uma mudança importante na classificação, dependendo dos outros resultados, mas também um alívio na pressão sobre jogadores, comissão técnica e diretoria.

O fator casa, portanto, ganha peso ainda maior. Depois da cobrança pública da torcida, o duelo contra o Coritiba passa a ser mais um teste para a capacidade de reação do time de Léo Condé na reta decisiva do Campeonato Brasileiro.

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Foto: Cristino Martins / O Liberal
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