Torcida azulina - Crédito: Reprodução/Redes sociais do Remo
Torcida azulina - Crédito: Reprodução/Redes sociais do Remo

Mesmo com torcida gigante, Remo aparece com a menor base de sócios adimplentes da Série A

Mesmo de volta à elite do futebol brasileiro após mais de trinta anos, o Remo ainda enfrenta dificuldades para transformar o tamanho da torcida em um número expressivo de sócios. De acordo com o levantamento do Ranking de Sócios do ge, atualizado até 31 de janeiro de 2026, o Leão é o clube da Série A com o menor número de sócios em dia e ocupa apenas a 31ª posição entre todos os times das Séries A e B, ficando atrás de cinco clubes.

Torcida Fenômeno Azul no Mangueirão - Crédito: Ascom Remo
Torcida Fenômeno Azul no Mangueirão – Crédito: Ascom Remo

Os dados mostram que o Remo conta com 5.410 sócios ativos no programa Fenômeno Azul, esse número contrasta bastante com a imagem que o clube tem nacionalmente, conhecido por reunir multidões, lotar estádios com mais de 50 mil torcedores e manter a fama de torcida gigante na região Norte do Brasil. Na prática, porém, o número de associados continua modesto e até diminuiu ao longo do tempo.

No levantamento feito em 31 de julho de 2025, o clube tinha 5.628 sócios em dia, mesmo após seis meses e com a equipe na Série A, o Remo perdeu 218 associados, um movimento que chama atenção justamente num momento de maior destaque esportivo.

Torcida remista - Crédito: Samara Miranda/Remo
Torcida remista – Crédito: Samara Miranda/Remo

A situação fica ainda mais clara ao comparar o Remo com clubes de menor tradição ou com menos tempo de história no cenário nacional. Por exemplo, o Mirassol, que se destacou no último Brasileirão ao garantir uma vaga direta na Libertadores, tem cerca de 6.500 sócios, ou seja, mais de mil a mais do que o clube azulino. Entre os times que também subiram de divisão junto com o Remo, a diferença é ainda maior: Coritiba (35 mil), Athletico-PR (33 mil) e Chapecoense (15 mil) possuem números bem superiores aos do Remo.

Dentro da própria Série B, o Leão aparece na frente de apenas cinco times: Atlético-GO (2.100), Ponte Preta (3.000), Operário-PR (3.271), Londrina (3.100) e Novorizontino (1.479). Athletic-MG e São Bernardo não possuem programa de sócio-torcedor, enquanto o América-MG não revelou seus números. Entre os times da elite nacional, nenhum outro da Série A apresenta uma base de associados menor.

Essa informação reforça um antigo paradoxo que acompanha o clube: a força das arquibancadas nem sempre se traduz em engajamento constante fora dos dias de jogo, sendo um dos principais desafios para a administração do Leão nesta temporada.

Torcida azulina no Estádio do Mangueirão - Crédito: Ascom Remo

RANKING INFOGRÁFICO:

  1. Palmeiras-167.909
  2. Atlético-MG – 144.431
  3. Corinthians – 118.545
  4. Flamengo – 118.000
  5. Internacional – 108.809
  6. Grêmio – 101.651
  7. Cruzeiro – 88.096
  8. Bahia – 76.000
  9. Vasco – 67.739
  10. Santos – 57.836
  11. Botafogo – 52.929
  12. São Paulo – 48.281
  13. Vitória – 43.298
  14. Fortaleza – 40.000
  15. Fluminense – 38.932
  16. Coritiba – 35.000
  17. Athletico-PR – 33.000
  18. Ceará – 32.671
  19. Náutico – 28.714
  20. Sport – 23.190
  21. Criciúma – 16.100
  22. Avaí – 15.237
  23. Chapecoense – 15.000
  24. Bragantino – 10.000
  25. CRB – 8.803
  26. Goiás – 8.100
  27. Juventude – 7.683
  28. Botafogo-SP – 6.500
  29. Mirassol – 6.500
  30. Vila Nova – 5.581
  31. Remo – 5.410
  32. Operário-PR – 3.271
  33. Londrina – 3.100
  34. Ponte Preta – 3.000
  35. Atlético-GO – 2.100
  36. Cuiabá – 230
  37. Novorizontino – 1.479
  • América-MG não divulgou números.
  • Athletic Club e São Bernardo não possuem programa de sócios.