Após a vitória sobre o Águia de Marabá, o treinador Juan Carlos Osório aproveitou a coletiva de imprensa para retomar as críticas que surgiram após o empate em 2 a 2 contra o Mirassol. O comandante azulino afirmou que as alterações realizadas na equipe obedecem a critérios físicos e estratégicos, descartou improvisações e enfatizou que o clube precisa reduzir a quantidade de jogadores no plantel nos dias seguintes.

A definição deve acontecer após o clássico contra o Paysandu, agendado para domingo (8), no Mangueirão, em partida válida pela quarta rodada do Campeonato Paraense.
Na análise do técnico colombiano, a variação de desempenho exibida contra o Mirassol esteve relacionada, sobretudo, ao ritmo acelerado do oponente e à condição física de alguns jogadores do elenco. Ele enfatizou que o controle de minutagem é essencial para prevenir lesões e garantir a disponibilidade dos atletas durante toda a temporada.
Ao explicar as escolhas feitas durante as partidas, Osório mencionou casos individuais para exemplificar o planejamento físico. De acordo com ele, o atacante Alef Manga, por exemplo, ainda está recuperando o ritmo ideal após um período sem jogar a partida inteira e mostrou um desgaste natural após uma sequência de corridas durante o jogo.

“Controlamos o jogo com o melhor onze, mas perdemos o controle pela parte física. Manga, por exemplo, vinha de quatro meses sem jogar um jogo inteiro, fez muitos sprints, é normal cansar e é preciso cuidar para não machucar”, explicou a substiutição.
O treinador também falou sobre o processo de adaptação dos jogadores que se juntaram ao clube recentemente. Segundo ele, atletas como Vitor Bueno e Zé Ricardo ainda estão ajustando a intensidade ao padrão requerido nas competições atuais. Ademais, informou que Leonel Picco apresentou desconforto físico no jogo anterior, o que possibilitou a entrada de Catarozzi e Zé Welison.
“Quem entra tem que estar no mesmo nível. Vitor Bueno e Zé Ricardo vêm de uma liga com intensidade menor, o ritmo foi muito alto. Leonel Picco teve um incômodo e achou melhor se resguardar, e quis dar oportunidade para Catarozzi e Zé Welison, que vão contribuir com o time”, explicou.
Ao ser questionado sobre a visão da torcida em relação às frequentes mudanças na equipe, Osório declarou entender a avaliação externa, porém destacou a importância de seguir o planejamento técnico. De acordo com ele, o elenco ainda é grande, e a comissão técnica precisa avaliar todos os atletas antes de decidir quem permanecerá no time principal.

“Eu vejo o que o torcedor vê, mas não posso pensar como o torcedor. Tenho um elenco largo e quero reduzir, todos precisam ter oportunidade. Preferi proteger atletas que ainda não estão no topo físico, mas vão estar, vai dar certo, como se diz aqui”, declarou.
O treinador também destacou como as condições do campo afetam o estilo de jogo do Remo, Osório enfatizou que a estratégia focada na troca de passes e posse de bola está diretamente ligada à qualidade do gramado, o que, segundo ele, afeta o desempenho coletivo.
“O campo de hoje estava ótimo, o outro não. Nosso estilo é jogar com a bola no chão, e isso fica muito difícil em um gramado que não esteja em alto níve”, finalizou.
Internamente, espera-se que o clube prossiga com a reestruturação do elenco após a série de compromissos cruciais, considerando o clássico contra o Paysandu como um dos momentos fundamentais para a avaliação final do grupo.
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