📷 Uruguaio quer seguir no Baenão |Raul Martins / Clube do Remo

Peso da camisa: Diego Hernández destaca simbolismo e pressão no Re-Pa

Diego Hernández projeta segundo Re-Pa pelo Remo

Destaque do último Re-Pa e peça fundamental para o acesso do Remo, o atacante azulino Diego Hernández encara com tranquilidade o clássico deste domingo (8), consciente da obrigação de vencer o Paysandu. Em entrevista ao portal Núcleo de Esportes de O Liberal, o jogador uruguaio compartilhou suas expectativas para o confronto contra o adversário.

Diego Hernández | Raul Martins / Clube do Remo

“É uma atmosfera muito linda, muito passional. Acho que as pessoas daqui do Norte fazem o clássico assim. Então, [estou] tranquilo, esperando um momento do jogo, que seja o melhor para nós”, declarou Hernández.

Diego, anunciado em 22 de julho, após breves passagens pelo futebol mexicano e chileno, era uma das apostas para auxiliar o Remo na arrancada rumo ao acesso. Ademais, Hernández chegou usando a camisa 33, um número simbólico que remete à quantidade de partidas que o Leão Azul ficou invicto contra o rival Paysandu.

No começo da temporada, a numeração foi destinada a Felipe Vizeu, uma contratação azulina que não se consolidou. Dessa forma, o uruguaio tinha uma dupla responsabilidade: honrar a camisa e buscar o acesso, meta que foi atingida ao final da campanha.

Arquivo pessoal

“O momento em que senti que a camisa era pesada foi quando me apresentaram no clube. Aí as pessoas passaram a me chamar na rua só de camisa 33. Não me chamavam de Diego, de Hernández, de gringo, de nada. Só camisa 33. Aí eu falei para meu pai: ‘Po*ra, é uma camisa pesada, sério’. Então, tem que ter responsabilidade e estudá-la”.

Apesar da pressão e da responsabilidade, as coisas começaram a fluir bem entre o clube e o jogador. Hernández fez história ao se tornar o primeiro jogador a usar a camisa 33 a marcar contra o Papão, no seu primeiro clássico. Ele marcou o terceiro gol da vitória do time azul nos acréscimos, após uma falta. O jogo fazia parte da 32ª rodada da Série B. Diego afirmou em entrevista que vencer o Paysandu era de grande importância. De acordo com o atacante, a relevância do clássico ficou evidente em sua chegada, quando recebeu dos torcedores a informação de que a equipe poderia perder qualquer partida, exceto para o principal adversário.

“O jogador de futebol sempre tem responsabilidade, mas no clássico é ainda mais. Eu sempre falo que, quando cheguei aqui, um torcedor me falou: ‘você pode jogar mal, pode perder, mas tem que ganhar do Paysandu’. E isso ficou em mim e é assim que eu tomo isso”, contou.

Após aproximadamente seis meses desde sua estreia pelo Remo, Diego traz consigo a serenidade de quem tem se esforçado para dar o seu melhor no clube. E, de acordo com ele, não há nada de diferente para este Re-Pa.

Hernandez . (Wagner Santana / O Liberal)

“Acho que não mudou, não trocou nada. Acho que vai ser o mesmo Diego. Tem que ser o mesmo Diego. Então, é só esperar o jogo e, como falei, que aconteça o melhor para nós”, disse.

O uruguaio, seguro de si, enfatizou que o time está bem preparado. Tem consciência de que será um confronto desafiador, porém acredita que o suporte dos torcedores e o esforço empregado durante a semana podem ser determinantes.

“A preparação para mim é sempre a mesma, então, tranquilo. Sei que é um jogo muito difícil, que aqui em Belém é melhor. Acho que o time está fazendo um trabalho muito bom, uma preparação boa. Então, só falo para o torcedor o que falei já na pré-temporada: que sigam apostando, que isso sempre ajuda”, concluiu o jogador.