Léo amargou a segunda derrota seguida no Remo - Crédito: Raul Martins/Remo

Novo técnico, Condé iguala marca negativa de Osório em apenas dois jogos no Remo

A chegada de Léo Condé como treinador do Remo aconteceu em meio à pressão por resultados e críticas ao trabalho de seu predecessor. Contudo, após somente duas partidas comandando a equipe azulina, o novo técnico já acumula a mesma quantidade de derrotas que o colombiano Juan Carlos Osório registrou em todos os 13 jogos que disputou pelo clube, tendo sido derrotado por Fluminense e Coritiba.

Condé, Foto: Fernando Torres/AGIF

Condé assumiu a equipe após a saída de Osório, que ocorreu pouco depois da derrota por 2 a 1 para o Paysandu no primeiro jogo da final do Campeonato Paraense. Naquele momento, o presidente do Remo, Tonhão, declarou que a performance do time foi vergonhosa e que o técnico colombiano não merecia comandar a equipe, em meio ao descontentamento de parte da torcida e da imprensa com a estratégia de jogo utilizada pelo time.

Grande parte das críticas ao trabalho de Osório estava relacionada ao esquema tático adotado pelo técnico. Fiel a um sistema visto como mais moderno, ele costumava usar o zagueiro Kayky Almeida improvisado na lateral-esquerda, estabelecendo uma linha de três defensores no decorrer da construção das jogadas. De acordo com o próprio treinador, o objetivo era conceder mais liberdade ofensiva ao time, mesmo que isso significasse uma maior vulnerabilidade defensiva.

Embora houvesse contestação, as estatísticas de Osório no Remo não eram desfavoráveis. Em 13 jogos realizados, o técnico conquistou quatro vitórias, sete empates e somente duas derrotas: uma contra o Vitória na primeira rodada do Brasileirão e outra contra o Paysandu na final do campeonato estadual.

Osório | Samara Miranda, ascom Remo

O colombiano costumava afirmar que preferia formar equipes com uma abordagem ofensiva, apesar de admitir que isso poderia deixar a defesa mais exposta. Em certos momentos do começo do Brasileirão, essa ideia chegou a se manifestar em campo. O Remo teve várias chances claras de gol e esteve perto de vencer contra Mirassol, Atlético Mineiro e Internacional, por exemplo. Mesmo assim, acabou cedendo empates em partidas em que levou gols nos minutos finais.

A sequência de resultados, aliada à sensação de que a equipe poderia render mais, fez a paciência dos torcedores diminuir e levou a diretoria a decidir pela mudança na direção técnica. Nesse contexto, Condé chegou ao Baenão com a tarefa de reestruturar o time e obter resultados imediatos.

Entretanto, nos dois primeiros jogos sob sua liderança, o Remo foi derrotado. A equipe foi derrotada pelo Fluminense e, no último domingo (15), novamente saiu de campo sem pontuar contra o Coritiba. Esse resultado manteve o time na zona de rebaixamento do Brasileirão.

Na derrota mais recente, Condé tomou uma decisão tática que havia sido muito criticada durante o trabalho de Osório. Na partida contra o Coritiba, o treinador substituiu o lateral Sávio e trouxe Kayky Almeida de volta para jogar pelo lado esquerdo da defesa. Essa mudança havia sido questionada durante a passagem do técnico colombiano.

Foto: Raul Martins

Além das alterações táticas, Condé também tem adotado uma postura mais cautelosa quanto ao potencial do time. Em entrevistas recentes, o treinador declarou que o Remo ainda necessita de reforços e ressaltou que há uma diferença considerável, tanto estrutural quanto financeira, em relação à maioria dos clubes da Série A.

Na próxima rodada, a situação pode ficar ainda mais delicada. O Leão enfrentará o Flamengo no Maracanã, em uma partida considerada uma das mais desafiadoras do campeonato. Se o resultado negativo se repetir,o Remo poderá enfrentar sua terceira derrota seguida no começo de sua trajetória no clube, justamente após substituir um treinador que perdeu apenas duas vezes em 13 partidas.