A saída de Daniel Paulista do Remo ocorreu quando a equipe estava desfrutando de um dos melhores momentos da temporada 2025. Após a primeira derrota, em meio a mudanças na direção, o treinador deixou o clube, sendo campeão paraense e mantendo uma invencibilidade de 9 jogos na Série B do Campeonato Brasileiro.

Após a saída de Rodrigo Santana, Daniel assumiu o Clube de Periçá, organizou a equipe e rapidamente estabeleceu uma identidade para o Leão Azul. O título estadual foi conquistado contra o maior rival, e o começo sólido na Série B colocou o Remo na disputa direta pela promoção.

A separação ocorreu após o executivo Sérgio Papellin deixar o clube para negociar com o Fortaleza, criando oportunidade para a entrada de Marcos Braz. De acordo com Daniel, houve desacordo sobre a maneira como o futebol foi conduzido.

“O pessoal ficou muito chateado comigo na minha saída, mas são situações que a gente vive no futebol. Estávamos muito bem, eram 9 jogos invictos na Série B, a conquista do Parazão. Houve uma mudança na questão de direção, de maneira de trabalho, e eu prefiro, como já fiz em outros momentos, sair quando enxergo que não há alinhamento com o clube”, destacou em entrevista ao Charla Podcast com Bruno Cantarelli e Beto Júnior.
“Eu acho que precisa ter sintonia. No Remo aconteceu isso. Para mim, era um time pronto para disputar o acesso. O Guto conseguiu resgatar isso no final com oito jogadores que eram titulares comigo, o que mostra que o trabalho estava sendo bem feito. O desencaixe quase custou o acesso. Talvez eu pudesse ter tomado outra decisão, se as coisas tivessem seguido da mesma forma que vinham com o Papellin, mas vida que segue. O Remo conseguiu o acesso e fiquei muito feliz”, ressaltou.
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