Foto: Talita Gouvea/Clube do Remo

Pior campanha da história! Remo amarga queda precoce na Copa Norte

O Remo está matematicamente fora da Copa Norte, e o último jogo da primeira fase será apenas uma formalidade. Na quarta rodada do torneio regional, a equipe precisava vencer o Águia de Marabá fora de casa na quinta-feira, dia 15, mas acabou perdendo e não conseguiu avançar para as semifinais.

Os dois times duelam no estádio Zinho Oliveira, em Marabá. (Samara Miranda / Ascom Remo)

Apesar de ainda terem uma partida a cumprir contra o Galvez, agendada para 29 de abril no Baenão, os azulinos não conseguem superar os líderes do Grupo B, Águia e Porto Velho. Como resultado, o Leão Azul teve o pior desempenho em suas quatro participações no torneio.

Em 2026, o Remo almejava conquistar o título inédito da competição, que havia retornado ao calendário após 24 anos. Até aquele momento, a melhor campanha do time havia sido um vice-campeonato na edição inaugural, em 1997. Naquele ano, a equipe realizou uma primeira fase impecável, conquistando quatro vitórias contra Imperatriz, Ypiranga-AP, 4 de Julho e Tuna, com aproveitamento de 100%.

Na partida final, o oponente foi o Rio Branco, que após empatar o jogo de ida no Acre em 0 a 0, viajou até Belém e venceu os azulinos no Estádio Mangueirão, diante de uma multidão de mais de 48 mil torcedores, com um placar de 2 a 1.

Jogadores do Remo assistiram a virada do Águia | Vitor Miranda/Ascom Remo

O Remo teve sua segunda participação na competição em 2000, ano em que foi o único representante paraense no torneio. O clube finalizou a primeira fase na vice-liderança do Grupo A, somando 9 pontos, ficando atrás do São Raimundo-AM e à frente do Vasco-AC e do Gênus.

Na semifinal, o oponente foi o Maranhão, que triunfou no Baenão por 2 a 0 e garantiu o empate no jogo de volta, 1 a 1, eliminando os remistas.

Na terceira participação na Copa Norte, em 2002, o Remo avançou como segundo colocado do Grupo B, liderado pelo Paysandu e contando com a presença do Independente-AP e São José-AP. No entanto, o Leão Azul ficou na segunda fase, quando apenas o líder dos dois grupos de quatro equipes avançava. O Leão Azul terminou dois pontos atrás do rival bicolor.

Sob a direção de Felipe Surian, assistente técnico, a equipe iniciou a competição com uma derrota para o Porto Velho, com um placar de 2 a 1, em Rondônia. A equipe foi composta por uma escalação alternativa, incluindo jogadores pouco utilizados e até alguns atletas das categorias de base.

Wagner Almeida / Diário do Pará

A comissão técnica alterou seus planos após a derrota na estreia, convocando uma equipe mais próxima dos titulares para enfrentar o Monte Roraima no Baenão. Mesmo com sua força máxima, o Remo empatou em 1 a 1, enfrentando a performance inspirada do goleiro André Júnior, que defendeu um pênalti cobrado por Poveda. Em uma tarde/noite chuvosa em Belém, o campo ficou em condições desfavoráveis.

Na terceira rodada, o Leão Azul conquistou sua primeira vitória em mais uma partida como mandante, enfrentando o Amazonas, que trouxe uma equipe mista ao Pará. O treinador Léo Condé poupou alguns jogadores titulares, mas ainda assim teve a presença de jogadores importantes como Jajá e Pikachu, que foram titulares na partida anterior pela Série A (contra o Grêmio). O único gol da partida foi marcado por Gabriel Poveda, assegurando os três pontos para a equipe.

Os quatro pontos acumulados após três rodadas não apenas mantinham o Remo fora da zona de classificação com dois jogos restantes na fase inicial, mas também poderiam indicar uma eliminação antecipada, visto que Porto Velho e Águia iniciaram a quarta rodada com nove pontos. Ao visitar o Azulão em Marabá, o time remista precisava ganhar, mas acabou perdendo e se despediu da oportunidade de avançar.