Técnico Léo Condé, do Remo, durante entrevista • Lincoln Oriaj/Itatiaia

Após derrota do Remo, Condé critica eficiência e cita improvisações: “A…”

Depois da sétima derrota no Brasileirão, o treinador do Remo falou sobre a condição do time e analisou a performance dos atletas. Segundo Léo Condé, a equipe continua criando oportunidades, mas ainda falha nas finalizações, o que contribui para a posição na parte inferior da tabela.

Condé – Crédito: Samara Miranda/Remo

“Nos últimos três jogos fizemos cinco gols. Infelizmente, perdemos peças importantes para jogar em casa, como o Vitor Bueno, o Taliari e o David Braga, que é reserva imediato do Vitor. Aí improvisamos o Zé Ricardo. Fora de casa ele foi muito importante e hoje se movimentou bastante, buscou espaço e pressionou a saída, mas estava improvisado.”

De acordo com o treinador, a necessidade de ajustes tem afetado o desempenho do time. Apesar do resultado negativo, ele também ressaltou o equilíbrio do confronto.

Léo Condé não escondeu a insatisfação com mais uma derrota. (Cristino Martins / O Liberal)

“De certa forma, não foi um jogo ruim só do Remo, também foi do Cruzeiro. Foi disputado, com muita pressão nos primeiros 20 minutos. Depois, eles, com uma capacidade grande e um elenco forte, se sobressaíram no fim do primeiro tempo.”

Condé observou que a equipe mostrou progresso na etapa final, mas novamente enfrentou o problema da imprecisão no ataque.

“No segundo tempo voltamos bem. O time pressionou. Tivemos mais chances, tentamos propor o jogo. A posse de bola foi mais ou menos igual. Faltou, talvez, a capacidade de fazer o gol, diferente deles, que fizeram.”

Léo Condé | Samara Miranda/Remo


O treinador também se manifestou sobre o gramado do Baenão, que tem sido alvo de críticas, e defendeu a necessidade de um local fixo para as partidas, uma vez que o Mangueirão está indisponível por conta de um evento internacional no local.

“A questão já estava definida devido ao show. Acho que tem que definir um local e jogar sempre nele. Não é questão do estádio. Já jogamos bem em Salvador, no Olímpico, que são estádios onde o jogo fica mais preso, com a grama mais alta e pesada. Não foi só o Remo que sentiu”, concluiu.