O jogo entre Remo e Athletico-PR, referente à 17ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, terminou com a vitória dos atleticanos, mas não sem gerar controvérsias relacionadas à arbitragem. O árbitro principal e o VAR invalidaram dois gols na partida, marcaram um pênalti e expulsaram um atleta do Leão Azul. Após o término da partida, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) publicou os áudios e as avaliações da equipe do VAR sobre os lances.

Uma das decisões mais contestadas pelo lado azulino foi a expulsão do atacante Jajá, responsável pelo gol do Remo na partida. Na fase final do primeiro tempo, o atleta foi expulso após fazer um gesto obsceno durante uma disputa de bola perto da área.
A princípio, o árbitro central Rodrigo José Pereira de Lima assinalou apenas um escanteio para o Leão Azul. Contudo, após queixa dos atletas do Athletico-PR, o VAR revisou a jogada e detectou o gesto ofensivo.
“Rodrigo, recomendo uma revisão para possível cartão vermelho. O jogador sentado no chão segura a sua genitália para o jogador [adversário]. Gesto obsceno”, comunicou José Cláudio Rocha Filho, VAR do jogo.
O árbitro principal avaliou a jogada e consultou a equipe do VAR:
“Pra vocês está claro isso aí, Zé?” José Cláudio confirmou o gesto obsceno e Rodrigo de Lima voltou ao campo para aplicar o cartão vermelho em Jajá.

Além dessa jogada, o VAR convocou o árbitro principal para analisar o pênalti marcado em Marcelinho. O jogador azulino caiu durante um lançamento após ter sido tocado dentro da área. Contudo, a arbitragem avaliou o contato como normal e sugeriu a revisão, que cancelou a penalidade para o Leão Azul.
“O jogador tem o contato, mas o contato é natural da disputa e o jogador se projeta para se atirar para o solo”, avisou o VAR.
Rodrigo foi mais uma vez à tela do árbitro de vídeo, analisou o lance de forma rápida e decidiu que se tratava de uma jogada normal do jogo, uma disputa de bola, e não um pênalti.
O Remo protestou bastante contra a decisão, principalmente porque, de acordo com Léo Condé, Alef Manga teria sido vítima de uma possível falta na área no primeiro tempo, e o VAR não sugeriu uma revisão.

Apesar das controvérsias envolvendo a equipe azulina, o Furacão ainda teve dois gols desconsiderados. O primeiro foi um toque de mão, pois no gol marcado por Zapelli, a bola tocou o braço do jogador antes de entrar na rede. No segundo lance, que seria o terceiro gol do Athletico-PR no jogo, o VAR invalidou a jogada por impedimento.
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