Pikachu assinou contrato com o Remo para a disputas da Série A de 2026. (Divulgação/Clube do Remo)

Pressão no peito: Yago Pikachu fala em desafio grande e sonha alto no Remo

Doze dias depois de ser anunciado como novo reforço do Remo, Yago Pikachu usou a camisa azulina pela primeira vez em uma apresentação oficial. A confirmação da contratação na virada do ano causou um grande alvoroço no futebol paraense, especialmente devido ao passado do jogador com o Paysandu.

📷 Pikachu é cria do Paysandu e fechou com o Remo |Raul Martins / Clube do Remo

Pikachu, formado nas categorias de base do clube rival e com uma passagem significativa pela Curuzu, chega ao Baenão cercado de expectativas e exigências. A diretoria azulina considerou a contratação como estratégica para a temporada de retorno do clube à Série A do Campeonato Brasileiro.

O jogador enfatizou o caráter profissional da decisão durante a coletiva de imprensa e reiterou que, independentemente da rivalidade, sempre procurou deixar uma imagem positiva onde quer que fosse.

“Eu acho que por onde eu passei, saí pela porta da frente dos clubes. E entreguei o máximo do meu trabalho em tudo que eu podia ajudar, eu ajudei. E aqui não vai ser diferente”, destacou.

Um dos pontos mais discutidos foi a mudança de lado no clássico Re-Pa. Pikachu admitiu que sua decisão teria um grande impacto e que já previa uma reação forte após o anúncio oficial.

Pikachu vestiu a camisa do Remo oficialmente – Crédito: Raul Martins/Remo

“Sei da responsabilidade e do que a minha vinda ao Remo causaria. Sou profissional e quero deixar a minha marca aqui conquistando títulos e os objetivos do clube”, ressaltou.

O jogador mencionou o retorno à sua cidade natal e o desafio esportivo que o Remo enfrentará em 2026 como fatores importantes para aceitar o projeto azulino.

“O que pesou foi voltar a jogar na minha cidade, representar o Clube do Remo após mais de 30 anos sem jogar a primeira divisão. Vi gente competente aqui, com um objetivo claro, que é manter o Remo na Série A. Ficar perto da família e dos amigos também contou muito”, explicou.

Pikachu retomou o assunto sobre a repercussão da transferência, que, inclusive, alcançou níveis nacionais. Ele declarou que a maturidade adquirida ao longo de sua trajetória profissional tem sido essencial para enfrentar o cenário atual.

“Eu já imaginava no que ia dar. Depois do anúncio, chegaram muitas mensagens, foi notícia em todo Brasil. Eu sabia da responsabilidade e do que causaria vindo para o Remo. Hoje, mais maduro, sei lidar melhor com esse tipo de situação”, pontuou.

O atleta, já incorporado ao grupo que realiza a pré-temporada no CT do Retrô em Recife, declarou estar pronto para os primeiros jogos da temporada e mostrou determinação para participar da Supercopa Grão-Pará, que ocorrerá no domingo, 18, às 16h, contra o Águia de Marabá.

📷 Osório tem o estilo de jogo ofensivo |Raul Martins / Clube do Remo

“Já estou há sete dias com o grupo, Já fiz todos os exames e trabalhei com bola. Todos querem jogar, ainda mais valendo taça. Queremos estar na foto da conquista no final do jogo”, comentou.

Em relação ao posicionamento em campo, Pikachu ganhou notoriedade durante sua passagem pelo Paysandu ao se transformar em um lateral artilheiro. Após sua saída do clube, ele chegou a desempenhar as funções de ala e, posteriormente, de ponta. Ele enfatizou a flexibilidade e a disposição para ajustar-se às demandas da comissão técnica.

“Estou mais adaptado a jogar como extremo ou médio pela direita, mas a minha origem é lateral. Se o treinador optar por isso, vou me readaptar nos treinos”, disse.

Por fim, o atleta projetou a temporada com ambição moderada, ressaltando que o objetivo principal é garantir a permanência na elite. No entanto, sonhar mais alto não pode ser excluído do Filho da Glória e do Triunfo.

“O principal objetivo é a permanência, mas creio que podemos conquistar algo mais, quem sabe uma Sul-Americana. Seria um feito grandioso após 32 anos”, finalizou.